FAKE ID

Eu minto, tu mentes, ele menta! É um dos tons mais complexos e delicados da temporada, as luzes neon, as pinturas berrantes, deram o lustre necessário a um look total arriscado, em menta claro com subtis apontamentos em preto. Tenho esta leveza subliminar de perverter o banal ou aquilo que é aparentemente óbvio e verdade seja dita, adoro fazê-lo...Se não for falso, pode subir!

!NSPIRAÇÃO:JULHO



Inserir texto alusivo ao calor insuportável que não se faz sentir. Colocar sentimentos à flor da pele. Incrustar areia salgada nos pés. Deslizar os suores nocturnos por todo o corpo. Fingir que se compreende o significado da insustentável leveza do ser. Ponderar qual a melhor maneira de acondicionar a roupa de verão. Distribuir o remédio das pulgas. Banalizar o uso de desodorizante. Por favor, repetir o ritual.

YELLOW FLICKER





Camisa BURNTWOOD Calções SPRINGFIELD Meias HAPPY SOCKS Sapatilhas MARQUES'ALMEIDA X EUREKA

Acho que nunca no meu quarto de século desejei tanto a chegada da estação quente, sendo que eu uma alma nascida no Outono, sempre prefiro as estações frias às quentes...Mas este inverno de chuva e frio foi rigoroso demais. Tanto é, que entre calções, camisas e camisolas devo ter perto de uma dúzia de peças ainda por estrear. É tão fútil e absurdo, eu bem sei, mas este tempo não tem ajudado. Aliado à falta de cenários convidativos e de ânimo para fotografar, tenho vindo a adiar, adiar. Nada me anima mais que usar uma cor berrante, e assim fiz, para contrariar o meu humor, ou a falta dele, estreei uma camisa amarela com uns também novos calções curtos, adquiridos recentemente, para não deixar o look básico demais, adicionei umas meias divertidas bem esticadas e POP! Faltava só achar o pano de fundo perfeito, e numa curta caminhada, lá encontrei numa garagem de estacionamento, uma parede amarela a emoldurar uma camisa amarela, fácil!

PRIMA VERO










Já passaram quatro anos, desde a última vez que fui ao NOS PRIMAVERA SOUND, aquele que é para muitos, um dos melhores festivais da Europa. E regressar ainda que inesperadamente, a ele, foi uma agradável surpresa. Sim, eu obtive um passe geral um dia antes do evento ao ser o mais rápido a responder num comentário, qual o nome verdadeiro de Lorde, e títulos de duas das suas músicas. Novos palcos e algumas nomenclaturas distintas depois, pude saborear de novo, a magia deste festival, que apesar de ter Primavera no nome, mais pareceu uma reminiscência de um Woodstock ou Glastonbory, dado o tempo estranho que se fez sentir durante os três dias, apesar de que o sol até tenha brilhado um pouco no segundo. Sempre que vou a um espectáculo ou evento deste género, eu vou com o propósito principal de ver algumas bandas em específico o resto virá por acréscimo. Não sou daquelas pessoas, que vai a estes eventos para falar alto nos concertos sobre trivialidades, ou estar pedrado a maior parte deles, nada contra quem o faz. Nem vou, por uma questão de estilo, ou status, embora algumas pessoas acreditem que seja por isso. Porque o meu estilo é sempre o mesmo com ou sem eventos, não preciso de um para me vangloriar. A parte que mais aprecio é descobrir novas bandas, e desfrutar do esforço que muitos artistas depositam nas suas performances, ainda que altamente cronometradas e ensaiadas, e sabendo de ante-mão que grande parte dos sets são uma réplica dos apresentados no evento em Barcelona. Lorde por motivos óbvios, foi ela que indirectamente me permitiu aceder ao festival, e por gostar dela, que também é escorpião como eu, e sabe bem expressar emoções com a devida intensidade, e Rhye pela voz incrível sem artefactos, foram os pontos altos do primeiro dia. E o momento em que Jamie XX estoura um remix de "Psycho Killer", até ouvi alguém a comentar isso no dia seguinte como tópico de conversa. No segundo Superorganism, me fez flipar muito bem como o "girl power" das gémeas Ibeyi! A chuva para mim, foi o mais doloroso do último dia, eu cheguei a casa, todo ensopado, apesar de estar com uma capa da chuva, não foi suficiente. E esse dia a meu ver, se resumiu, a três performances incríveis de artistas anglo-americanas, Kelela, Kelsey Lu e ABRA, e claro à de Arca, para mim a mais esperada da noite. Houve alturas em que estava quase a desistir de estar no palco Pitchfork ao frio e à chuva, mas lá me aguentei. E valeu a pena, oh se valeu! Ah e outra nota, as minhas deslocações de e para o festival foram sempre com o Andante.