PRIMA VERO










Já passaram quatro anos, desde a última vez que fui ao NOS PRIMAVERA SOUND, aquele que é para muitos, um dos melhores festivais da Europa. E regressar ainda que inesperadamente, a ele, foi uma agradável surpresa. Sim, eu obtive um passe geral um dia antes do evento ao ser o mais rápido a responder num comentário, qual o nome verdadeiro de Lorde, e títulos de duas das suas músicas. Novos palcos e algumas nomenclaturas distintas depois, pude saborear de novo, a magia deste festival, que apesar de ter Primavera no nome, mais pareceu uma reminiscência de um Woodstock ou Glastonbory, dado o tempo estranho que se fez sentir durante os três dias, apesar de que o sol até tenha brilhado um pouco no segundo. Sempre que vou a um espectáculo ou evento deste género, eu vou com o propósito principal de ver algumas bandas em específico o resto virá por acréscimo. Não sou daquelas pessoas, que vai a estes eventos para falar alto nos concertos sobre trivialidades, ou estar pedrado a maior parte deles, nada contra quem o faz. Nem vou, por uma questão de estilo, ou status, embora algumas pessoas acreditem que seja por isso. Porque o meu estilo é sempre o mesmo com ou sem eventos, não preciso de um para me vangloriar. A parte que mais aprecio é descobrir novas bandas, e desfrutar do esforço que muitos artistas depositam nas suas performances, ainda que altamente cronometradas e ensaiadas, e sabendo de ante-mão que grande parte dos sets são uma réplica dos apresentados no evento em Barcelona. Lorde por motivos óbvios, foi ela que indirectamente me permitiu aceder ao festival, e por gostar dela, que também é escorpião como eu, e sabe bem expressar emoções com a devida intensidade, e Rhye pela voz incrível sem artefactos, foram os pontos altos do primeiro dia. E o momento em que Jamie XX estoura um remix de "Psycho Killer", até ouvi alguém a comentar isso no dia seguinte como tópico de conversa. No segundo Superorganism, me fez flipar muito bem como o "girl power" das gémeas Ibeyi! A chuva para mim, foi o mais doloroso do último dia, eu cheguei a casa, todo ensopado, apesar de estar com uma capa da chuva, não foi suficiente. E esse dia a meu ver, se resumiu, a três performances incríveis de artistas anglo-americanas, Kelela, Kelsey Lu e ABRA, e claro à de Arca, para mim a mais esperada da noite. Houve alturas em que estava quase a desistir de estar no palco Pitchfork ao frio e à chuva, mas lá me aguentei. E valeu a pena, oh se valeu! Ah e outra nota, as minhas deslocações de e para o festival foram sempre com o Andante.

!NSPIRAÇÃO:JUNHO

Now we get lost...

De frustração em frustração dou por mim a circunvagar no arquivo digital da Prada e a desvendar um ou outro look do começo do milénio, e a pensar o quão agradável seria poder regressar àquela idade. Entender ou pelo menos tentar, o meu caso de inadaptação social, tem se revelado um dos maiores celeumas da minha curta existência. I'm just weird, and I know it! Já não sei que mais palavras destilar para tratar deste assunto, parece que estou sempre amordaçado, fechado em mim mesmo. Estamos em Junho e tenho a sensação que já processei todos os desejos de consumo referentes à estação quente, o mais irónico de tudo, é que nem sinal tenho da chegada dela. E se eventualmente ficarmos num Inverno constante, profundo e rigoroso, não notaria grande alteração de temperatura, pois a minha alma ultimamente parece uma gruta glacial.

DALLAS TOUCH

Calças ESPRIT

As pessoas que me acompanham sabem perfeitamente, que nunca fui de usar peças muito justas. Cortes regulares e largos funcionam muito bem comigo, ultimamente tenho me focado em peças de vestuário mais normativas. Já há algum tempo que não usava calças de ganga escura até que encontrei estas modelo Dallas fit da ESPRIT. Assim que cheguei a casa experimentei-as com um tank top de malha preto, com uma t-shirt oversize laranja neon, ou ainda com uma camisa de manga curta aos quadrados e com todos os looks as calças resultaram bastante bem, como um blank canvas, para a atração principal. Estas calças serão uma boa alternativa às habituais calças chino ou às jeans rasgadas. A sua formalidade e versatilidade adaptam-se facilmente a qualquer tipo de outfit do mais estruturado ao mais descontraído.