AUTUMN RADIOGRAPHY

Chapéu em nylon VINTAGE Colete e Óculos UR Necessaire em tartan STRADIVARIUS 

Nylon, tartan, leopardo, um futuro mesclado de subterfúgios e retiros minimais. Neste outono, a moda parece ter surtido o máximo efeito do seu principal preceito: ser anti-regras. Sempre me traz alguma excitação regressar das férias, e começar a devorar revistas de moda, e a olhar para os escaparates das lojas da cidade. Esforcei-me ao máximo para extrair uma espécie de radiografia, que condensasse as principais tendências deste outono, e acho que até fui bem sucedio. Num leque de achados recentes, resolvi expor uma súmula desses pirosos jargões que farão parte de nós e dos nossos armários nos próximos meses. Teremos neon, axadrezados, estampados animais, tecidos prateados a evocar uma viagem espacial, um minimalismo excessivo mas nunca demasiado aborrecido, camadas, muitas camadas. Podemos avançar já para o Outono, por favor?

!NSPIRAÇÃO:SETEMBRO


Oh sim, por fim chegados a um dos meses favoritos do ano para mim. Talvez por fruto do hábito, ou por gostar de recomeços, Setembro é sempre sinónimo, de retomar alguma coisa, voltar à rotina, e renovar ideias. O arranque da nova temporada de desfiles, as roupas de outono que começam a chegar às lojas, e um manancial de eventos que anunciam uma atribulada reentrada. Até parece que estou a caminhar sobre água...

GENUINE HAT

Camisola WEEKDAY Calças VINTAGE Chapéu FEIRA

Acho que esta estação, foi tudo sobre os chapéus, mais ou menos genuínos, mais ou menos extravagantes eles estiveram sempre em cima da minha cabeça, e debaixo do meu olho clínico. Ás vezes gostava de me saber vestir normal, mas lamento se não consigo, o normal aborrece-me, acho que sempre me visto com algo que provoca inevitavelmente algum estranhamento, e sou feliz assim, ohh se sou.

AMBIGUITY




Pato-logicamente viciado em roupas e poses demasiado forçadas, movimentos ritmados, e paisagens escarpadas. Isto é apenas mais um grito de fuga que urge reprimir. Ou condensar para lá das muralhas do convencional. Nada me inspira mais que o banal, a trivialidade de uns calções pretos, a ambiguidade causada numa ilusão de silhueta. Mexo-me e guardo a mesma ideia na gaveta, afundar no abismo...tão subtil como dar uma pirueta.