!NSPIRAÇÃO:ABRIL

Revisionismo revoltoso.

Ou uma falácia absurda de liberdade...

Encapsulado numa realidade abrasiva, descrita como uma multitude de rituais acompassados por uma tremenda ausência de pertença, de ser e estar num lugar relevante, marcante. Permanecendo a um lado marginal, recortado de poder limitado, como se a neutralidade nunca jamais expirasse de validade. Como transpor de nível e avançar para o patamar seguinte. Um senso de revolta entupido no intestino, bem lá na bílis negra. Oh frases diversas, pétalas dispersas em guindastes de constrangimentos e penúrias avulsas. Bate com a porta e celebra, a revolta dos teus fantasmas interiores.

TENERIFE INGENIO


A melhor viagem, é sempre a seguinte. . .

Quando paras para pensar, facilmente te apercebes que é difícil lutares contra a tua natureza já de si errante e exploratória. De um Drago milenar (não é um dragão, é uma árvore) a um vulcão silenciado que curiosamente já Anna Hatherly havia descrito no seu livro Itinerários, a um roteiro turístico com escarpadas curvas, reclinadas entre o céu e o mar, a vistas panorâmicas que quase te deixam sem respirar, talvez um sabonete vulcânico para limpiar. Ao rebuliço de um turismo maciço ao qual consegues escapar de mansinho, toalha nas costas e abres caminho entre a areia escura, as palmeiras e os lagartos, una pajarita para a passagem de ano, ou as extensas plantações de plátanos. E que sabores de molhos intensos, que nova masculinidade de odores, e que frescura nostálgica, nas paredes coloridas, nos guaguas, do verde ao ocre, sem esquecer o amarelo canário.