BASIC COMPLAINS

Look total H&M à excepção dos óculos Vintage.

Ás vezes por comodidade prefiro dispor roupas algures, a vestir e fotografá-las. Talvez por pura preguiça, ou por achar que elas não necessitam do meu esqueleto para brilharem o suficiente. Estou numa onda mais minimalista e depurada, calças de ganga rasgadas, uma camisola em tela com zipper e mangas três quartos, ou uns simples botins pretos em camurça sintética. Estes últimos já há muito desejados, mas como sempre adquiro noventa por cento do meu calçado na FLY LONDON nem sempre encontro sapatos totalmente lisos, sem adornos, ou a marca cravada. Um look básico de transição entre o verão e o outono.

CARD HOLDER

 Carteira FURLA Porta-cartões 8 Porta-moedas COS

Finalmente achei o porta cartões ideal para conjugar com os meus demais acessórios. Resistentes e facilmente combinam com a roupa que estiver a usar, foram todos, na sua ocasião, amor à primeira vista. O mais recente, em pele verdadeira, com acabamentos finos, mantive debaixo de olho bastante tempo, até fruto de um impulso, o ter adquirido no Yoox. De resto a minha plataforma preferida para adquirir objetos deste género, bem como peças de roupa mais caras. E aqui não aparece, mas o meu chaveiro também é preto e metálico, uma harmonia bem coesa.

!NSPIRAÇÃO:SETEMBRO

Are we there, yet?

Enquanto o céu brilhar e o Porto for o espaço em que me habito, tudo poderá acontecer. O gesto inaudito de apreciar o deslocar das nuvens ou a calmaria de um dia a dissipar conversas, projectos. Ou o mero feito de concretizar a maioria das minhas empreitadas, quer sejam o lançamento de um livro de poesia aos 24 anos, ou uma camisola da Prada. Tudo isto me alivia, mas faz-me exigir mais de mim, mais esforço, mais determinação, mais capacidade de auto-promoção. Como se a receita para o sucesso se cingisse a números e estatísticas cronometradas. No balanço dos dias não esgotar as vistas, da cidade, desta minha vida, do meu recanto preferido no mundo de janeiro a dezembro.

EMBRACE














Ainda me rio de mim mesmo quando leio algures "poeta ao estilo chic freak", mas depois penso, sim eu sou isso mesmo, e sim eu vou mesmo lançar um livro de poesia, e não, não preciso deste post para validar a minha existência, nem masturbar o meu ego. Esta publicação serve apenas para mostrar o meu novo macacão da ZARA, sim eu devo ser um dos únicos a comprar estas peças da cadeia espanhola, tendo este sido feito no Bangladesh. O que me levou sem muitos ecos mentais, ao famoso debate da apropriação cultural, dos limites do religioso, ao banal abusivo, a onde para a minha liberdade para não atropelar a do outro. Então existe essa dissonância entre o respeito que temos, e o que merecemos, o que nos inspira no outro e o que deixamos entranhar em nós. A moda como uma cópia incessante de si própria bate-se constantemente com esse problema. Mas eu usar uma veste que pode causar algum impacto, ou sugerir uma imitação de um género de vestuário tradicional longínquo ao qual eu não tenho nenhum vínculo a não ser, o seu lado mais desconcertante e superficial, que é a moda, o estilo. Não é Carnaval, não há regras, mas sinceramente, eu adoro vestir roupas diferentes. Faço-o conscientemente, respeitando, experimentando, revelando facetas, abraçando-me sem tretas.