KANE'S ADESIVES

Sempre que me proponho fazer algo criativo, gosto de ir até ao fim, num destes dias ocorreu-me tentar recriar uma peça com adesivos dispersos, repescando a famosa ideia retirada da coleção de Verão 2013 do Christopher Kane, à qual muitas bloggers internacionais aderiram como a adorável Susie Lau, mas penso que ainda ninguém se atreveu a fazer uma customização caseira para tal. É mais simples do que se imagina, e bastante barato. Basta comprar fita adesiva, existem em vários tons, feitios e comprimentos, para todos os gostos, e se forem compradas em lojas de chineses tendem a custar menos de €1. O resto é deixado ao vosso critério, tirando a tesoura que presumo que qualquer pessoa tem, uma peça de roupa lisa que contraste com o tom da fita adesiva, e depois cortar e colar a gosto, convém fazer toda a operação numa superfície plana, para facilitar a adesão. Obviamente que eu não me quis exceder na quantidade de fita, mas o resultado estranhamente superou as minhas expectativas uma vez que, uma camisa de pijama velha, tornou-se bem mais apelativa para usar com uns jeans numa noite quente de Verão...
Material necessário: Fita adesiva|Tesoura|Peça de roupa (à escolha)

TEAM T

Sou e sempre serei team Tanya Dziahileva. A garota alien que desde 2000 and late, bombou a indústria, há como esquecer o seu poderoso cat walk com vestidos esvoaçantes da Versace!? Pena é que se tenha retirado tão cedo, e só apareça de vez em quando. O olhar dela é implacável, o rosto anguloso, não necessita de fazer caretas, nem de make-up exagerado, sabe estar perfeita, e para 21 anos de idade, deixa transparecer muita maturidade. Era amigo dela no tempo do Myspace, a sua recente aparição na gala amfAR em Cannes, fez-me reavivar a memória deste rosto vigoroso, e para mim inigualável da indústria da moda.

DOS ÓCULOS DAS TARAS DOS SONHOS

Frenesim efémero ou vómito prematuro,

Poetrofia por seguro...



Vindos sejam mal avistaram as calejadas fendas entre o botão «play» e «pause» alcançaram subtilmente o gume da consciência afiada, recaída no marasmo de uma vida desassossegada pautada pelo agoiro da mudança.
Relaxe, relance a espátula do (intuito) a haste amarela dos óculos de protecção, são entendidos pela higiénica condição de ser Vai.


Eles foram até ao quintal, até à parede branca, tempos de repetida mudança, assumidamente translúcida no código rasgado desse meu interregno já passado. [Reporto-me ao LIFE IS A DRUG SUCK IT!]

Viria a ser tentativa obcecada, génio, falência, e culto aborrecido, ao sugar algo que o Google não poderia aceitar.

Vinquei as dobras das camisolas, ordenei os casacos e as camisas por cores, e malditos foram os ácaros agressores que me fizeram espirrar para cima dos óculos de sol, que berraram com dores.

Tarado porfiado fui e vim coleccionando ovas oculares a um canto empoeirado, sonhos espelhados, transparentes, harmonizados.

Intervenho nos «displays» alusivos a «playgrounds» esotéricos montados para mim mesmo, nesse mesmo recanto sóbrio, frenético, fincado no templo desarrumado, a que chamo quarto.

Os óculos vão cair da estante, as lentes estilhaçadas, já não poderão ocultar o espelho da minha alma, e logo agora, que me queria daqui ir embora, para fora do armário estropiado, pingando amordaçado a trapos vagos.

LEAVING THE PAINTING

Como se fosse um cartoon animado, pinchei dentro de um quadro que estava ali pousado, e de tanto saltar empolgado, me cansei e a pintura abandonei, foi então que caíram algumas gotas de chuva e logo logo já fora da moldura me molhei!