QUINTO ANIVERSÁRIO

5

A CRIAÇÃO
O CRENTE
A CRIATURA

O olhar evasivo desfigurado
sobre a vela nua.
Aquilo que dura...

[Como as 5 MENSAGENS mais lidas de sempre:]




10/04/2013



25/10/2013 



01/02/2011


09/09/2014 


12/01/2014


[declaro o 5º aniversário oficialmente celebrado.]

TARA PERDIDA

De lixos, objectos e outros humanos dejectos. Trastes de consumo que se acumulam.
De seres que fingem ser actores recolectores de lixo. Trastes de folhas que se juntam.
De letras que se afiguram, lentes que aumentam em dioptrias, já não taras nem manias.
De livros que se adicionam e se traduzem num exponencial plano de incentivo à leitura.
De rumos sem fundos em mundos vagos e apocalípticos aquém bem longe do éden.
De rumores melancólicos que gracejam e pesam nas costelas, como sopro de fuga.

MOLEDURA

Palavras de rua. Andares, andores e alguns tímidos ardores. As aderências que se descolam, as películas transparentes que se colam. E as leituras por um fio, em constante desafio. Não tem sentido, o senso comum "para sempre vinte e um", eternamente risco, capicua, 11 já 22, a verdade vai nua. A perfeita conjuntura, conjectura. Tudo isto e mais algum termo conciso impreciso como aquele que aparece na moldura. Resumiria a minha vida, tão mole e tão dura doura no tempo. Agora casa, instante que se guarda, amanhã a habitação do esquecimento. O meu quarto, o recanto predilecto do apartamento. Emoldurado por secções de livros, secreções de discos, selecções de trapos do momento. A mentira é toda sua.

ESPAÇO QUE HABITAMOS

OU AS MÁQUINAS QUE NOS TORNAMOS

A sétima arte tem esse dom supremo de arrebatar corações, criar erupções cerebrais e acrescentar possibilidades que até então não haviam sido esquadrinhadas. A ciência alia-se à ficção e procria tecnologicamente o futuro, rumo a um espaço-tempo diverso, e multidimensional. As inteligências supra sensoriais, já não são mais uma odisseia, são uma passeio marítimo tremendamente gelado à procura da sobrevivência da espécie. Sempre em busca de um roteiro, um refúgio, um recobro para a nossa existência. Onde aquilo que nos liga é a memória que temos dos outros e das nossas relações com estes. Indivíduos artificiais, planetas inóspitos, realidades virtuais, tudo se alinha no horizonte do homem, estará ele preparado para zarpar à aventura? Uma sombra, uma dúvida. O homem sonha, a obra nasce. Mas por vezes nem todas as obras trazem consequências positivas, e há fenómenos que ultrapassam a própria compreensão humana, extravasando o domínio do seu suposto controlo. Será Deus, um ser assim tão maléfico como o único Nobel português o quis pintar? Estará a evolução a caminhar demasiado rápido, para os passos que a humanidade ainda tem de dar?