UNICORN SHADES

Livro Toda Poesia de Paulo Leminski Óculos ZAFUL

Tenho andado desconectado e ao mesmo tempo viciado em demasiadas leituras. Lancei a mim mesmo, o repto de ler 20 livros durante este ano, não só já excedi esse marco, como tomei a liberdade de aumentar o desafio para 30. Tanto leio em papel, como em formato digital, não importa. Prefiro poesia, mas também sou adepto da ficção, ou de leituras mais artísticas e científicas. Todas as minhas revisões podem ser encontradas e comentadas no Goodreads, a meu ver, a melhor plataforma para partilha e discussão de leituras. Existem outras que permitem até ler livros que ainda nem se quer chegaram ao mercado, mediante uma requisição prévia, que sendo aceite, concebe acesso a uma descarga gratuita de um ficheiro com a respectiva obra, em troca de uma crítica que pode ser redigida posteriormente. Vivemos numa era tão intuitiva que é assustador perceber que quase tudo está disperso mas à mera distância de um clique. Como resultado, os olhos ficam secos, de tanto esforço, as lentes de contacto têm de ser renovadas e mudadas com maior frequência. Unicórnios do ofício, com gotas para lacrimejar. (Procuram-se...)

BACK & FORTH

Calças CALVIN KLEIN JEANS Camisa MARNI FOR H&M Sandálias LEFTIES Tote IKEA

Meias brancas com sandálias, são para mim como um lugar comum mais que óbvio nos dias de calor ameno. Calças brancas, meias brancas, peças brancas no geral são tremendamente arriscadas, no outro dia na Refinery29, uma das editoras, parece ter descoberto uma forma de reutilizar peças esquecidas no nosso armário, isso mesmo, vestindo-as do avesso. Levando à letra a proposta, eu repesquei uma das minhas camisas preferidas, e conjuguei com aquelas que vão ser as calças de combate da estação, relaxadas, fit perfeito, e fechos no fundo das pernas. Os losangos e os quadrados se metamorfosearam na paisagem, os padrões gráficos numa alucinação vegetativa. Tiras e bolsos, vais e voltas, frente e trás, preto e branco, essas dicotomias são o motor criativo da minha existência inconformista.

!NSPIRAÇÃO:JUNHO

Círculo viciado. Tudo que é rotina, gira repetidamente. Não há forma de evitar esse circular em voltas na mesma esfera. Como se nada fizesse sentido, tudo fosse uma repetição da repetição da repetição. As mesmas coisas faseadas, acontecem pré-determinadas sempre à mesma hora, na órbita ocular. Até a miopia te enjoa, sabes a quantos eventos vais, a que horas passa determinado autocarro, cronometras ao milímetro a tua existência, dificilmente giras sem um percurso fixo previamente traçado. Estabeleces um domínio imaginário, que te solta das falhas, mas deixa-te num estado ausente no que toca a viver verdadeiramente.

CALCETINES


Em breve, as meias superarão em quantidade e variedade os óculos. Talvez pela versatilidade, por adorar combinar sandálias com meias, pela multitude de cores, ou pelo preço reduzido, tanto podem salvar um look, como o arruinar. Mas desengane-se quem crê que é simples usar meias complicadas, exige alguma dose de ousadia, e medir até que ponto tudo se deixa combinar. No outro dia por exemplo, comi um gelado de goiaba de cor mais ou menos próxima do salmão, levava umas meias rosa pálido e achei engraçado, mas logo percebi que as cores do gelado e delas estando próximas estavam um pouco distantes entre si. Obviamente que não fotografei. As meias da marca KTZ (kokon-to-zai) são já um clássico do streetwear urbano e irreverente. E já tenho planos certeiros para as usar, uns calções brancos de basquetebol, uma sandálias de praia com tiras pretas, e uma t-shirt vermelha com fios. Tudo pré-meditado só necessito de um fotógrafo, para que seja concretizado. Até lá passo a roupa a ferro, uma vez que só agora adquiri a minha primeira tábua de engomar...

 KTZ