INVICTA E CAPITAL

Cheguei ao Porto, ao entardecer, mesmo assim ainda tive tempo para visitar a Mezzanine que vende o famoso boneco de edição limitada de 1000 exemplares espalhados pelo Mundo inteiro desenhado por Karl Lagerfeld. Em Portugal é a única loja que já teve quatro exemplares e agora apenas dois do boneco desenhado pelo director criativo da Chanel. O preço ronda os €129, uma óptima prenda de anos para os mais aficionados.




Espreitei também a exposição fotográfica “Soooo Hot!” , Paulo Gomes convida Bojana Tatarska para fotografar o manequim Bruno Rosado vestido de mulher ou praticamente nu, patente na loja Wrong Weather na Avenida da Boavista. Devo dizer que adorei a exposição, lá é possível sugar alguns detalhes que nos passam despercebidos nas fotografias vistas online, por isso aconselho vivamente os leitores da Invicta a darem lá uma olhada.
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Depois de três longas horas de viagem de comboio acompanhado pelo meu fiel iPod cheguei à capital! Um sol abrasador iluminava a cidade, vi a luz, o brilho, o respirar, a correria das pessoas no metro, os turistas por perto.



Por sorte, encontrei uma senhora bem simpática que me auxiliou no metro, e na orientação nas ruas lisboetas, quando dei por mim estava com a senhora em frente à Marc by Marc Jacobs.
Uma desilusão, não fossem os livros de Pessoa do meu interesse, a loja em nada se compara á parisiense que visitei no verão passado, os preços exorbitantes são um facto, mas em termos de “special items” não tinha grande diversidade.
Seguiu-se a baixa do Chiado, as esplanadas com inglesas a ficarem tostadas, a Hermés, a Sisley, a United Colors of Benetton e outras tantas ao montão.


Tanta montra, deixou-me esfomeado, entre orientado e desorientado, entrei na cª das sandes, e fui atendido por uma brasileira, uma africana, e lá também estavam turistas italianos.
Uma rapariga talvez um pouco mais nova que eu, entra no restaurante, e vem pedir esmola, a empregada mor, escorraça-a e diz para eu não lhe dar nada, eu digo que não tenho, mas fico-me a sentir um pouco insensível, e pergunto à mesma empregada, se existe casa de banho lá em baixo, e depois saio.


Atravesso uma praça e entro na rua augusta, e nas suas variadas lojas, fotografo um fotógrafo a fotografar flores, o elevador de santa justa e numa paralela, vou encontrar a famosa H&M de três pisos.
Acredito que para mulher possa ter coisas mais interessantes, mas para homem não vi nada de especial, e até estava com descontos de €10, apenas vi uma vítima de moda asiática, lá a comparar calças durante muito tempo!

Fui ao Starbucks nos Amazéns do Chiado, e bebi um refescante sumo de laranja natural. Ganhei um novo fôlego para continuar a caminhar com aquele sol radioso.
Seguiu-se o MUDE na Rua Augusta, confesso que não entrei lá, preferi ficar encostado a uma parede á frente do Museu, a ver quem passava, quem saía, quem entrava.
O resultado foram algumas fotos do estilo de rua lisboeta:

Depois de largos minutos a capturar ilustres estilosas personagens, resolvi ir para Páteo da Galé, onde iria assistir a Aleksandar Protic, às 16:30.
Entrei, peguei em revistas, deambulei, guardei as revistas na mochila, observei o ambiente, e depois fui para a fila. Creio que na fila terei sido fotografado pelo menos uma vez.
Sentei-me e aguardei que o desfile começasse, passados alguns minutos, as luzes se apagaram, uma música suave “Sunday Morning” propaga-se pela sala, e está criada a harmonia, para aquilo que viria a ser o agressivo desfile de Protic ao som de batidas electrónicas pesadas.

Pode suar a contradição, mas o preto e o dourado, foram as cores usadas e abusadas em tal glamourosa agressão.
Não desgostei, simplesmente achei que faltava algo, o fim da história, e que acabara por ver mais do mesmo.
Gostei de observar a altura vertiginosa das manequins, em particular a Erika e a Fiona.
A plateia aplaudiu, até Luís Buchinho que se encontrava à minha frente o fez, eu gravei o fim do desfile, o único que vi…

Foi mesmo o único por obra divina, ou obra da distracção, perdi o convite que tinha conservado na mão durante o desfile de Protic, para o desfile de Pedro Pedro.
O que é facto é que se tivesse assistido a Pedro Pedro haveria perdido o comboio de regresso e iria ser um transtorno, e segundo o que ouvi não perdi grande coisa.
Portanto assim foi a minha visita a Lisboa, gostei da cidade, da luminosidade, e do cosmopolitismo que sobressai mais do que no Porto.
No próximo fim-de-semana estou de regresso á capital, em Visita de Estudo, já fiquei com uma ideia geográfica da cidade, poderei divagar mais á vontade da próxima vez nas ruas lisboetas.

4 comentários:

  1. Estou a ver que passaste uns bons momentos pela capital.

    Gostei da foto da loja MJ, está gira. :)

    Que chatice teres perdido o convite...Mas se foi melhor assim, esqueçamos! :D

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  2. Ipod salva nessas horas hehe

    Tem selinho no blog pra você!

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  3. Oh eu queria tanto um bonequinho dessas mas por esse preço... :( snif snif :/

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  4. Não o considero o meu ícon, apesar de gostar bastante do trabalho dele.
    Perfiro Vivienne Westwood por exemplo. :)

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