MODA LISBOA:FREEDOM

Arrancou ontem mais uma edição do certame da Moda nacional, na Capital, uma lufada de ar fresco e uma manada de fashionistas sedentos fazem as suas incursões nas três salas de desfiles localizadas entre a praça do município e a câmara municipal de Lisboa. Já que a própria edição trata disso mesmo, eu tomei a liberdade de criar um vídeo resumo diário, do ambiente e dos "final walk" dos desfiles...

O primeiro dia descolou propostas baseadas no easy/basic wear, com uma peculiar coleção apresentada por Lidija Kolovrat,  que me despertou tamanha curiosidade devido aos seus padrões atmosféricos, as capas esvoaçantes e claro aos tecidos fluidos e leves para elas. O exótico modelo asiático permitiu-me ficar totalmente contaminado pela estética e pelo conceito desta inesperada coleção.
Look Dia 1. Fotos: Oli-Worlds



Look Dia 2. Fotos: NStyle mag/Oli-Worlds

Novo dia, novas andanças, neste 2º apesar de ter assistido a todos os desfiles não consegui gostar de nenhuma coleção em particular, o ambiente, esse foi outra história bem diferente. Pessoas criativas que deambulam com roupas caóticas e esteticamente desconfortáveis às vistas medonhas e enfadonhas dos comuns dos mortais. Adelante chegou o desfile meio vivo meio morto de V!TOR...

Look Dia 3. Foto: Pasma Almeida


Dia ameno para as modas na capital, Maria Gambina destoou com uma coleção versátil entre o azul e vermelho e o clássico binómio preto e branco. Lãs, jogos de tecidos contrastantes, ponchos e camisolas gostosas fizeram juz ao "novo twist" da designer nortenha, que deixou transparecer frescura e jovialidade nas propostas apresentadas.

Look Dia 4. Fotos: João Bacelar e RitaCooperM


Meias, arames, espetos, armaduras, tudo serviu para ocupar um lugar distintivo no front-row dos desfiles. A correria de fila em fila apraz-me dizer, que nem a quantidade de flashes disparados naquele entretanto seria suficiente, para os menos afortunados esperarem, e aguardarem lenta e paulatinamente, em poses duvidosas e extravagantes, pela tardia entrada na sala de desfiles. Uns corriam apressados outros eram ultrapassados sem darem conta. A baixa lisboeta serviu de pano de fundo das pecaminosas extravagâncias, e de múltiplos jogos de quem é o mais bizarro e caricato do certame. Uns acertam, outros falham, muitos derramam esplendor outros semeiam o horror. A diversidade foi tanta e a liberdade mais que muita, uma edição Freedom com 0% de intolerância a falta de bom senso e 100% de criatividade, da touca da Moura ao xarope aditivo da vaidade.

2 comentários:

  1. vi-te ontem e adorei o teu casaco! é de onde? amei

    *

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  2. Eu gosto da jaqueta João Bacelar não tem uma visão de toda a aparência? ou sabe se é designer de Agun? comentário muito bom, eu amo moda em Lisboa! um abraço de Valência.

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