PORTUGAL FASHION:FALL WINTER 2012/2013

Arrancou ontem, é certo, mas hoje foi o primeiro dia de desfiles na Alfândega no Porto, um dia fraco se olharmos e tentarmos por meros momentos apreciar as propostas apresentadas. Mais do mesmo. E ainda para mais faltou algum ambiente!
Nada do que já não estivesse à espera. Amanhã lá estarei por volta das 18, para continuar a saga de desfiles, espero que o espaço florescer (Bloom), desabroche e desembrulhe algumas boas surpresas, para meu prazer, e quiçá para mais tarde o meu armário as receber...
Sobe e desce escadas, filas longas e muita espera, furtiva para quem tal como eu desespera por sugar algo novo, que se veja a desfilar. É de salientar a proposta de Cláudia Garrido num jogo de proporções, cortes e estruturações inesperados. Daniela Barros é uma criadora que também não consegue falhar, mesmo que o preto e o underground sejam continuamente as suas imagens de marca. Entre uns e outros desfiles o ambiente pareceu ganhar uma nova vibe, que culminaria numa conversa indiscreta com os fundadores da DSECTION MAGAZINE, uma festa tardia de modelos e amigos, muitas horas sem dormir nem comer, que têm por fim um final à vista...
Sabe-se que a moda é uma volúpia e para mim um mero ritual de passagem. A visão ansiosa de tudo sugar alimenta o desafogado alarido utópico de ver algo completamente adverso esteticamente aos meandros promovidos anteriormente. Nessa corrida persistente e nem sempre muito consistente declaro ter descoberto com agrado os nomes Susana Bettencourt ou Diana Matias. O apogeu estético duma esbate-se contra o minimalismo obscuro de outra, e criam uma profusão enigmática naquilo que viria ser o canteiro final do Espaço Bloom.
Há marcas que subtraem o preço e o target do sportswear, a um conceito exacerbado tropeçando no enfadonho e repetitivo. Fiquei para o final, propositadamente para assistir ao desfile mais concorrido, a encerrar mais uma edição do Portugal Fashion, o de Fátima Lopes. Toda a minha gula  não me deixou incrédulo, nem foi uma bruta espera em vão, isso é que não. Futuristas musas ninfomaníacas tomaram de assalto a passarelle e numa melodiosa valsa infernal foram liberando e exorcizando o vulto estético da criadora madeirense que lhes plasmou uma espécie de paletas sanguinárias na cabeça!

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