RUGIDO DE PEIXE

Senti-me um peixe fora de água no início, mas no fim até tive vontade de rugir, tudo ocorreu num palco montado no Mercado das Artes em Ponte de Lima, onde (mais ou menos) afogados em naufrágios técnicos os Memória de Peixe lá subiram ao palco, apressando e dando guitarradas, que fizeram ondular o aquário até um êxtase quase submarino. Não tão submersos, emergiram das trevas pulsando uma dureza máscula os Aetna que expulsaram a calmaria das águas tranquilas para semear tempestades e colher trovoadas, o que na plateia significava moches turbulentas. Não era um escorpião mas fiquei obstinado com aquela fera cosida à mão...

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