SUSANA BETTENCOURT TILE COLECTION


Pisar um azulejo árabe, estremecer, bocejar, e uma pequena história que até poderia ficar por contar, já que supostamente “fará parte” da memória coletiva. Um pressuposto que Susana defende desenfreadamente tal como crê que tudo deve fazer sentido. Desci umas escadas, e entrei no atelier da criadora portuguesa, radicada em Londres, mas que tomou de assalto o Porto, e até me perguntou quais seriam os melhores hot spots noturnos da Invicta. Convicta estaria ela, ao confessar que respirava os estilos próprios nortenhos facilmente, desvinculados de qualquer tipo de rótulos e por isso mesmo, mais únicos. Perguntei-lhe se poderia fotografar algumas peças da coleção, apresentada momentos antes, pairava ainda um travo das coleções passadas aqui e ali, mas foram os metais cintilantes, os croquis, e toda a desordenada panóplia criativa, que me fizeram alveolar entre arabescos e mosaicos lívidos. Haviam aquelas músicas da rádio que não acertavam connosco, ou que não queriam ser ouvidas, no entanto, pude (re)conhecer esta, e descobrir em conjunto uma outra. E lá fomos até ao norte, chegamos com chuva escorregando nos azulejos para "one day" mais tarde redecordar=decorar+recordar.

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