ARTE [SEM MEDO]

Isabel Padrão Sem Medo (2012)

Numa dessas alegóricas tardes em que me deixei passear pelos trilhos escorregadios da Invicta, envolvi-me em arte, e adormeci os tentáculos o mais que pude, mas não o suficiente para sugar inevitavelmente, duas talentosas artistas nossas contemporâneas, pelo primado do exotismo ou pela supremacia tranquila de um azulado lago. À margem crítica da qual facilmente me esquivo (dado que não sou de todo crítico de arte) aprovo a latência caótica da "Paisagem Escondida" de Isabel Padrão, para me afogar nas arestas sumarentas de Ana Allen, que me fizeram bem recordar, as tardes de Verão passadas ao redor "daquele meu rio". As notas, com carimbos orientais, atiçam toda a minha anestesia embebida na pureza do reboliço borbulhante à beira rio. Um insecto sugador que não se coíbe de qualquer desvio, afinal a arte serve sempre como desafio...

Ana Allen Morning Lake (2011-12)

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