LOST IN THE PAPER

Muitas pessoas me encaram como uma personagem estranha, retirada de uma retro futurista revista de banda desenhada, sempre que deambulo à larga em ruas estreitas, ou tenho mirones à espreita. Haverá sempre uma capa semi transparente, que me reveste do Mundo, sou como um raio, que tão depressa aparece como desaparece, que cega mas se esvaí sorrateiramente, assim sei que me protejo mas a minha presença raramente passa despercebida. Como se fosse uma alma  penada que me acompanha, uma aura pesada, uma vestimenta estruturada, que fui pescar a uma loja dos subúrbios, este casaco que talvez pertencera outrora a um senhor maior bon vivant...

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