DOS PRECIPÍCIOS DAS QUEDAS DOS ATRIBUTOS

ONDE A ONDA VAI O PEDAÇO TROPEÇA CAI

Será o título de um trabalho que me irá acompanhar todo o semestre sobre poesia visual e linguagem experimental, numa multitude fragmentária de discursos interativos partindo da exposição A Onda (Libra) de Pia Sandstörm e claro está do que irei aprender num seminário de Jogos de "Engenho" Literário, no qual sou eu o único aluno inscrito. Queda (ponto suspensivo)

Tudo isto para deformar, o que aparenta estar límpido e claro. A imagem, esse apanágio que acciona uma série de mecanismos estranhos e confusos, e do qual somos muitas vezes cegos sugadores, ou por assim dizer, meros contempladores. O que nos demove numa imagem, num verso, num som. A essência de uma mensagem, difícil de descodificar, ou algo que é facilmente reconhecível? Uma trepidante emoção que nos perturba, sensação momentânea, que se propaga na nossa alma, transcendendo a racionalidade?

Um fogo que arde sem se ver... (Atributo apetecido)

Ou a raiva de pertencer, e de querer figurar numa moldura, ser capturado por um flash, o desaire de caminhar e dar um passo em falso, as esferas múltiplas e nem sempre tão ocultas como se supunha, que atraiçoam e nos lançam num sem fim de precipícios imaginários.

É essa oscilação, esse reminiscente, presente e futuro, que vem e volta, de seis em seis meses, essa ânsia de mudança, de travar o ciclo inebriante, e desenrolar um novelo de realidades inesperadas e bem mais desejáveis. Assim é a onda, que tropeça para onde a moda vai.

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