NATUREZA MEIA MORTA

Raras são as vezes, em que encontro um editorial que me faz sucumbir aos seus pés, existe uma expressão conceptista elevada ao extremo, sempre que intento desvendar algo sublime, mas quando aparece sem contar, tenho logo de o reportar. Trata-se da Vision Magazine China, da qual vi um outro editorial, envolvido pela mestria do mesmo, soltei-me numa vaga pesquisa, e dei de caras com este, mais antigo, mas em todo o caso brutal, mórbido e irónico, cravejado de detalhes ostentosos, que combinam ironicamente com o perfil pálido, austero, funesto, da personagem morta embalsamada nas roupas e nos acessórios excessivamente pesados. O enclaustramento do etéreo romântico, que na última fotografia, facilmente evoca a minha pessoa, com trapos frenéticos colados, e um livro pagão segurado na mão ao som de.

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