QUEM ÉS TU?...MADALENA!

Intenso, de uma brutalidade sublime...

Mal a guitarra desconcertada soou nos meus ouvidos, tive um daqueles estranhos arrepios na espinha, que só o teatro me consegue oferecer. As ilusões cénicas, as ruidosas exorcizações das almas penadas das personagens, ecoaram no mais profundo profano e divino do meu ser.
Cenário sóbrio, frio, avassalador, como se um ritual satânico estivesse prestes a acontecer no mosteiro, agora aprumado, para receber perfomances alternativas e variadas peças de teatro.
Conviver com o passado mofado, reaver um clássico esfumado entre batidas ao rock alusivas, densas, tensas, propagando um temor respeitante, à atmosfera sacramental gerada, entre o público, no claustro. Derradeira noite, alucinante rodopiar, o estrondo atroz, a queda final, as luzes somem, ficaram as sombras que se iluminaram ao som dos aplausos...

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