DOS ÓCULOS DAS TARAS DOS SONHOS

Frenesim efémero ou vómito prematuro,

Poetrofia por seguro...


Vindos sejam mal avistaram as calejadas fendas entre o botão «play» e «pause» alcançaram subtilmente o gume da consciência afiada, recaída no marasmo de uma vida desassossegada pautada pelo agoiro da mudança.
Relaxe, relance a espátula do (intuito) a haste amarela dos óculos de protecção, são entendidos pela higiénica condição de ser Vai.


Eles foram até ao quintal, até à parede branca, tempos de repetida mudança, assumidamente translúcida no código rasgado desse meu interregno já passado. [Reporto-me ao LIFE IS A DRUG SUCK IT!]

Viria a ser tentativa obcecada, génio, falência, e culto aborrecido, ao sugar algo que o Google não poderia aceitar.

Vinquei as dobras das camisolas, ordenei os casacos e as camisas por cores, e malditos foram os ácaros agressores que me fizeram espirrar para cima dos óculos de sol, que berraram com dores.

Tarado porfiado fui e vim coleccionando ovas oculares a um canto empoeirado, sonhos espelhados, transparentes, harmonizados.

Intervenho nos «displays» alusivos a «playgrounds» esotéricos montados para mim mesmo, nesse mesmo recanto sóbrio, frenético, fincado no templo desarrumado, a que chamo quarto.

Os óculos vão cair da estante, as lentes estilhaçadas, já não poderão ocultar o espelho da minha alma, e logo agora, que me queria daqui ir embora, para fora do armário estropiado, pingando amordaçado a trapos vagos.

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