SKY WINDOW

A janela do céu, ou um eterno retorno às colagens transfiguradoras partindo de uma imagem tentadora, os óculos vintage que raramente uso, e claro uma dose de retoques considerável, elevou-me até a atmosfera, para concretizar esse outro sonho de flutuar sobre as nuvens.
Numa era digital, tão caótica e eficaz como a atual, qualquer manobra torna-se tangível, e os sentidos mais primários extrapolam contornos nunca antes meditados.
Os olhos são o espelho da alma, órbitas observadoras, sugadoras da realidade, que não passa de uma mera artificialidade, uma vez que é a nossa visão, algo que implica uma construção, nunca é aquilo que verdadeiramente existe defronte de nós, é uma leitura inebriante que fazemos do que apreendemos. Assim sendo, somos todos meros contempladores e criadores de realidades, alguns têm o dom de as conseguir exteriorizar através da arte, outros limitam-se a abrir a janela e a desvendar rostos animalescos, ou formas infantis nas nuvens que avistam no horizonte...

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