DOS GANGUES DAS EUFORIAS DOS INFORTÚNIOS

Entre os que têm, os que aparentam ter, e os que desejavam ter mas não têm de todo, vai uma curta mas eufórica distância que os separa para além da linha do destino e da eventual cor do sangue.
Espanta-me e por outro lado, dá-me lástima, que é uma expressão que tenho usado com alguma frequência as pessoas valorizarem demasiado o supérfluo e o efémero, a fama passageira ou o carro blindado, as roupas caras, o jacto privado. Quando há pessoas que desejam imenso ir a um concerto e são barradas porque não podem comprar o bilhete de autocarro no próprio dia. Umas roubam para partilhar no Instagram, outras ostentam descaradamente, outras criam bebidas estranhas...Porque mascaramos de uma maneira fútil o que somos? Porque nos mutilamos dessa forma, canalizando as nossas forças e escolhas em prol desses ideais absurdos. Dessa luxuriante pujança emoldurada e disseminada nas redes sociais, quando nos cansaremos de abusar e ser abusados por essa propaganda de um estilo de vida que não conseguimos alimentar. A não ser através da imaginação. Obviamente que isto tem a ver com filmes, com elites, com modas, com gostos, com a predisposição inata do ser humano para aquilo que é belo, e que muitas das vezes nem ele próprio consegue ver dentro de si, quanto mais usurpar objectos que não têm qualquer significado só porque é porreiro usar diamantes, e vestir caro. Há noções de estilo caricatas como usar Burberry da cabeça aos pés, e entrar nos $aldos da ZARA. Para quê? Tanta perversão por armário quadrado, vistam-se só porque vos apetece, não comprem o que não gostam de verdade. E poupem-se, pois o destino encarrega-se do resto, falo por experiência própria...

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