SHIFT TO MULTITUDE



Ode à feminilidade kitsch.

A arte afinal é, onde tudo começa e onde tudo acaba. Supremacia cultural, arrojo estético disperso, ou essa toda pomposa circunstância inútil que nos rodeia e nos polui diariamente que facilmente despimos depois de abrir a porta do nosso lar, e fechá-la para o mundo. Bombardeados de informações, referências, bem como objetos que tornam mais complexa a nossa existência, seja nos outdoors, na televisão, a urbana profusão de sensações é já inerente ao ser humano moderno. Política, arte, cinema, feminismo, personificam um estereótipo forçado da mulher que poderá ocorrer a Miuccia quando cria, ou idealiza uma proposta deste calibre. E é fácil adorar algo assim, porque é no fundo, uma irónica visão subvertida daquilo que somos ou desejamos "deter". Poder, choque e reticências "muitas" para deixar em extáse toda uma multidão de fãs que se degladia por uma foto com alguém que se veste assim. O que se odeia neste caso, reverte a favor do consumidor cego, que é banalmente seduzido por essa vibrante emoção das pedras, e dos ataques coloridos das colegiais, estimado golpe de génio, uma vez mais.



[Imagens STYLE.com]

1 comentário:

  1. "E é fácil adorar algo assim, porque é no fundo, uma irónica visão subvertida daquilo que somos ou desejamos "deter"." :)
    É isso :)

    www.hiimab.com

    ResponderEliminar