SUPRA REALIDADE

Indecisões, questionamentos e reticências...

O pêndulo, a pia, a sala dos espelhos, a cacofonia televisiva. A arte conceptual é o precipício latente entre o cânone e o ocultismo das ideias do futuro. O que está mais à frente, mas perto do público. Não quero falar em derrames, nem em deslocamentos de retina, apenas em incrustações e cristalizações de ideias. Como as múltiplas balas no tecto suspensas, levitando sobre os ovos brancos todos alinhados no chão, o que aconteceria se algo desse errado, e tivéssemos então como aperitivo ovo estrelado. Essas perguntas culminariam, quando fôssemos nós próprios os lesados desse bruxedo, e debaixo de um colossal calhau igualmente suspenso, descêssemos até nos darmos conta da possibilidade de queda, e a morte certa, caso um dos cabos por tremendo infortúnio se soltasse. Sugados para um túnel, ou acampados numa cabana de índio forrada a notas e alcatifada de ossos quebrados. Todas essas estranhas possibilidades, situam-se aqui e além do sonho, do conceito propulsor, e estão mais perto do subconsciente que do tempo presente recortado por crise, infâmia, euro e aborrecimento por não ter como expandir horizontes, ou não saber superar a ideia de não poder mas tudo querer controlar. Desejar um escape, uma segunda via, idealmente a da supra realidade. 


Saber mais sobre a exposição aqui.

Sem comentários:

Enviar um comentário