DELÍRIO DE NATAL

Até que ponto a realidade supera a ficção. Ou um simples acto improvável como adquirir um quadro pudesse causar estranhos danos psicológicos numa altura natalícia. Raiva galopante e um ódio visceral por uma razão óbvia, mas de uma proporção que jamais tinha experimentado antes. Frustração, dilemas, expiação, não sei descrever a sensação de ver o quadro a arder, e sentir as minhas lágrimas a descer...
Parecia que tinha sempre que descarregar as minhas mágoas sobre alguém e eram as pessoas mais próximas de mim, os meus pais. Doeu-me. Não consegui explicar e chegar a casa hoje e as luzes estarem sempre a falhar. Fez-me pensar e avaliar as minhas atitudes, que se degeneraram desde que estive perto do quadro, até ter declamado um poema que escrevi sobre ele. Psicose complexa?Delírio imaginativo?

Um renascer das cinzas parece ser inevitável, depois deste bizarro episódio, que encarei com seriedade e respeito, espero entrar em 2014 de um modo menos turbulento e mais positivo.

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