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Burberry
 
Arrancou hoje mais uma edição da semana da moda masculina de Londres, e parece que conquistou finalmente um lugar à chuva das outras semanas de moda internacionais, com o editor da GQ britânica a afirmar durante a abertura potente e sem receio "Quite simply we have the best menswear designers in the world." De certo que o Tim Blanks também aplaudia (ou não). E sim não discordo totalmente, apenas diria de uma maneira mais suave e menos arrogante. Eles são polidos, de cortes exímios, matérias primas selectas e além disso têm todo um fervor jovem extremamente criativo em ascensão. Só não entendo a excessiva ligação que algumas marcas demonstram em relação à tradição e ao chamado bespoke. Fora isso aparecem sempre propostas interessantes, não tão conceptuais como as de Paris, mas com uma frescura de chá das cinco, que seria incapaz de recusar. Essas foram as propostas que mais me surpreenderam e agora que terminou os meus louvores recaem sobre Kay Kwok, que apresentou algo que plasma uma outra dimensão, premeditada para o homem do futuro que não se suprime na sociedade, nem entre os aliens, supera os obstáculos e consegue extravasar as suas escolhas exigentes através de uma determinação consistente. Burberry e uma lufada de ar fresco, chegou em boa hora, as mantas também de Sibling, que me recordaram as costuradas pela minha avó em tempos, desvios coloridos para destacar James Long e KTZ. Suavidade de uma tarde de outono, poetas melancólicos, e desportistas viris dentro de vídeo jogos, parecem ser os avatares que poderemos adotar na próxima estação fria, se alguém disso duvidar, não hesite em consultar o manual de instruções.

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