SUNSET TO DIE


A tarde em que eu assisti ao pôr do sol ao som das Warpaint, num sítio chamado Parque da Cidade, que serve de cenário ao Nos Primavera Sound. A minha primeira vez no festival exportado da capital da Catalunha foi cinegética e bucólica. Para lá das reentrâncias que avisavam a ocorrência de precipitação frontal, salvo uma molha inicial pela manhã, antes de ir para o Porto, nada de molhado se verificou. Apesar do vento soprar agreste, o sol rompeu de propósito no horizonte para iluminar a vista e os corpos das garotas californianas, que até duvidaram do fenómeno questionando com um certo tom de malícia se seria a lua!? A vantagem de andar sozinho num festival? Pode-se usar os truques misantrópicos e encontrar sempre um lugar na primeira fila. Aliás eu assisti a todos os concertos colado à grade a olhar para a cara austera dos seguranças. Incluindo todos os que assisti no palco Pitchfork, de resto o meu favorito, mas sobre as escolhas que se fazem, ou da filosofia deste festival dedicarei um outro post. Elas eram controladas, precisas, lacónicas e graciosas, fizeram lembrar-me um pouco as Electrelane que também sendo quatro, de um modo similar deliciosamente reprimidas a actuar. Viva ao pôr do sol, à boa música, às noites sem dormir, ao whiskey com canela...





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