DO MEDO DO LIMBO DO VIRTUALISMO

Setembro aproxima-se à velocidade da luz. E no agilizar de compras para o novo apartamento, nas leituras preliminares dos transeuntes, pergunto-me se alguém alguma vez terá pensado no conceito de virtualismo?
O que medeia a perversão individual para gerar o burburinho na esfera social. O que traria de positivo uma nova forma de pensamento alocada a esse vocábulo ainda em fase de maturação. Que paradigmas se alterariam, e que superficiais ataques seriam produzidos tanto de um lado como de outro. O desafogo intelectual levou-me a escolher um limbo não para eu mesmo me comprometer mas para eu meditar e tentar validar uma proposta alheia. Essa escolha assemelha-se às lâmpadas gigantes invertidas que servem como vasos que adquiri para efeitos decorativos. Como só a minha reflexão pudesse gerar o momento eureka e essas lâmpadas, que são vasos (e não vasilhames) girassem e quem sabe até acendessem. A luz que mais tarde ou mais cedo, se avistará ao fundo do túnel serviria de combustível iluminador da razão e motor da imaginação. Engrenagens turvas mas sempre indispensáveis em qualquer acto teórico. O medo nauseante nunca se ausenta completamente. Complementando as barreiras que é suposto transpor quanto mais não seja, abstractamente. Os quadrados vão-se afundando infinitamente à medida que o conhecimento vai avançado, o emaranhado da teia deixa de existir para dar lugar a um labirinto de dúvidas e divagações. Atravessar os diversos patamares, derivar, flutuar entre a estrada e a parede, retirar as devidas conclusões as coordenadas para finalmente chegar à porta do paraíso.


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