!NSPIRAÇÃO:SETEMBRO

O que não dizer sobre Setembro. Cerrar as têmporas por um momento. E pedir licença para pestanejar. Não pensar. Deslizar os dedos no teclado como num corrupio na NOS em D'Bandada. Levar a ler o virtualismo. Fechar a janela com a persiana incompleta observar a rua. As edições, os desfiles, os eventos, colocar de lado, intermitentes reticências. Pular do lado de fora, nunca saindo de dentro de casa. Ainda acolhido recolher-se no aconchego do umbigo moldado por acidente na parede. Trovejar em termos comportamentais indefinidos. Tal como indefinidamente colher plantas e introduzi-las em garrafas de vidro. Espalhá-las ordenadamente pelos lugares amenos. Decorar espectros inexpressivos, frases-feitas e viagens que o olhar deve fazer. Predicações alinhadas como as frinchas que se enfileiram e se misturam numa linha cintilante imaginária. Personagem que espreita no parapeito. Para o peito o alfinete que brilha no escuro. O cometa comandante de uma desordem invisível.

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