ESPAÇO QUE HABITAMOS

OU AS MÁQUINAS QUE NOS TORNAMOS

A sétima arte tem esse dom supremo de arrebatar corações, criar erupções cerebrais e acrescentar possibilidades que até então não haviam sido esquadrinhadas. A ciência alia-se à ficção e procria tecnologicamente o futuro, rumo a um espaço-tempo diverso, e multidimensional. As inteligências supra sensoriais, já não são mais uma odisseia, são uma passeio marítimo tremendamente gelado à procura da sobrevivência da espécie. Sempre em busca de um roteiro, um refúgio, um recobro para a nossa existência. Onde aquilo que nos liga é a memória que temos dos outros e das nossas relações com estes. Indivíduos artificiais, planetas inóspitos, realidades virtuais, tudo se alinha no horizonte do homem, estará ele preparado para zarpar à aventura? Uma sombra, uma dúvida. O homem sonha, a obra nasce. Mas por vezes nem todas as obras trazem consequências positivas, e há fenómenos que ultrapassam a própria compreensão humana, extravasando o domínio do seu suposto controlo. Será Deus, um ser assim tão maléfico como o único Nobel português o quis pintar? Estará a evolução a caminhar demasiado rápido, para os passos que a humanidade ainda tem de dar?

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