MOLEDURA

Palavras de rua. Andares, andores e alguns tímidos ardores. As aderências que se descolam, as películas transparentes que se colam. E as leituras por um fio, em constante desafio. Não tem sentido, o senso comum "para sempre vinte e um", eternamente risco, capicua, 11 já 22, a verdade vai nua. A perfeita conjuntura, conjectura. Tudo isto e mais algum termo conciso impreciso como aquele que aparece na moldura. Resumiria a minha vida, tão mole e tão dura doura no tempo. Agora casa, instante que se guarda, amanhã a habitação do esquecimento. O meu quarto, o recanto predilecto do apartamento. Emoldurado por secções de livros, secreções de discos, selecções de trapos do momento. A mentira é toda sua.

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