TARA PERDIDA

De lixos, objectos e outros humanos dejectos. Trastes de consumo que se acumulam.
De seres que fingem ser actores recolectores de lixo. Trastes de folhas que se juntam.
De letras que se afiguram, lentes que aumentam em dioptrias, já não taras nem manias.
De livros que se adicionam e se traduzem num exponencial plano de incentivo à leitura.
De rumos sem fundos em mundos vagos e apocalípticos aquém bem longe do éden.
De rumores melancólicos que gracejam e pesam nas costelas, como sopro de fuga.

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