!NSPIRAÇÃO:JANEIRO



Calças esfarrapadas, tecidos mesclados. Realidades obtusas e complicadas. Versos como sucessão de acontecimentos sem autobiografia na paisagem. Gastronomia como um leve e trémulo palato, o vómito a chegar a casa, fruto da descompressão. O ananás, a ruptura, o sinónimo de Lisboa toda nua, na noite, no dia, de festa, da ladra. A persiana entreaberta, os raios quentes, o cheiro dos corredores dos subúrbios. O voo rápido a espera longa, e o simples facto da vida nunca poder deixar de ser infinitamente redonda.

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