REFLE CTOR



Reflecti-me por três outfits distintos no segundo dia de desfiles, primeiro no Porto, parece que ter a chuva numa mão e as chaves na outra, me permite ir mais vezes e mais veloz a casa entre desfiles. Nunca tinha feito isso antes, há uma primeira vez para tudo. Detesto o cheiro a ginásios e balneários. Não o que eles representam, apenas o odor a suor me mete alguma confusão. Contudo valeu a pena esperar, senão desesperar pelo desfile de Luís Buchinho na Escola B/S Rodrigues de Freitas. Fazer desfiles em ginásios ou campos de basquetebol não é novidade alguma para qualquer fashion curioser, mas trocar uma biblioteca francesa, por um pavilhão de escola, tem muito que se lhe diga, o que só prova que uma vez mais, algumas roupas só precisam delas mesmas para se exibirem, a localização é quase arbitrária, embora a estética aliada a este espaço não lhe fosse totalmente alheia. As manequins mais severas arrastavam calças largas fluídas com uma leveza esmagadora. E em João Melo Costa a fragilidade dos rostos era atormentada pela fixidez dos cabelos. Os vestidos recortando-se obtusamente, enquanto as meias assinalavam o passo.

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