NIGHTTIME CONTEMPORAINE


A ameaça iminente da chuva não foi o suficiente para abalar uma espera na linha da frente. A causa principal de ter ido ao festival, era o seu nome, que sei de cor não apenas por ouvir frequentemente mas por eu mesmo, ser habitado por essa espécie de tristeza de/e ao contemporâneo. Falemos das batidas, das letras vagas que nos tocam, dos acordes electrónicos magistrais, e dos percursos caminhados ao som das suas músicas. Em dias de chuva e de sol. Durante o seu concerto eu nem senti a chuva, foi como se o tempo tivesse parado por momentos, as luzes torneassem os movimentos em palco e os meus saltos no estrado. Como quatro pessoas podem ser capazes de animar tão bem uma plateia castigada pela mau tempo, que parecia que tinha subitamente acordado para dançar e se divertir um bocado. Eu acho que isso é um dote e uma capacidade que apenas as melhores bandas conseguem alcançar. Saber bem entreter uma plateia. Porque se fosse para ouvir apenas a música, ficávamos no quarto com ela ligada nas alturas. Foi possivelmente o melhor concerto que já assisti este ano. Elevado à potência do som ainda que molhado e abençoado.

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