23 ANOS

E UM VOO RASANTE A LISBOA

Desta vez, não espalhei, expus alguns dos elementos fulcrais da minha última viagem. As sapatilhas (da marca Fly London uma habitual prenda maternal, todos os anos por esta altura recebo sapatos da mosquinha, é uma tara tradicional); um calendário perpétuo algo que nunca tinha equacionado ou espectro (talvez na feira de velharias que aconteceu este fim-de-semana no Palácio de Cristal, o tivesse encontrado). O álbum e o concerto de guitarra com um toque de requinte francês. Mas não falemos de atentar vezes três. O mundo é uma bola impiedosa de números, de arrazias, de manias. Como a guerra dos taxistas contra a Uber, qual é a questão? Foi tão eficiente sair do terminal e ter um carro com excelente aspecto à minha espera, entrar e por magia, por primeira vez, fechar a porta (de vagar) e sair mesmo na porta da residencial, sem pagar. Tinha uma viagem gratuita para desfrutar até ao meu aniversário. Achei o serviço económico (seria pouco mais de sete euros), rápido mas acima de tudo moderno e transparente.
Perder um livro intitulado "Juventude" e trazer um de poesia quase concreta intitulado "poenomerados" volta-me para a discrepância dos números e para miragem dos namoramentos mais das coisas que nos causam várias espécies de sofrimentos. E então os elevadores, terei andado mais de dez vezes em elevadores em menos de dois dias. Por fardo fingido, ou por comodidade, trouxe de Lisboa o que quis receber, ou que não procurava esquecer. Os raios de sol reluzindo no metal e a linha ténue azul infinita do céu, do mar? Sei lá.

Vislumbrem Lisboa no meu diário digital aqui.

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