MEINEN BERLIN EGOISMUS


O meu egoísmo em Berlim foi de tal ordem que até foi numa exposição retrospetiva que descobri essa expressão, na qual uma artista entrevista diversas pessoas lançando o repto: "Ich schame mich fur" algo como "eu tenho vergonha de..." E numa das molduras uma das respostas de uma rapariga era precisamente que tinha vergonha do seu próprio egoísmo. É VERDADE, eu sofro do mesmo, o que não invalidou o facto de me ter sentado todos os dias a uma mesa sozinho a jantar. Mas andei lindamente sozinho e auto-suficente numa cidade formalmente organizada, integrada num gelo cortante, mas com o melhor do mundo sempre ao seu alcance. Não esperei mais de 3 minutos por um serviço de transporte público. Comi num restaurante turco, asiático de street food de fusão, polaco, mexicano e finalmente no último dia da minha estadia num de comida tipicamente alemã. Que dizer da "simpatia" de uma funcionária do museu do Deutsche Bank no qual está até Abril em exibição o Mural do Jackson Pollock, só porque eu cheguei ás 9:50 (o museu abre ás 10) ela mandou-me dar uma volta e esperar ao frio cá fora. It's a German! Não obstante, visitei quase todas as lojas conceptuais de moda, e cada uma superava a anterior, mas infelizmente a minha mesada ainda não permite gastar em peças de roupa tão caras ou em objetos de design perfeitos para colocar numa estante. Isso foi o que decidi espalhar na cama assim que cheguei a casa, não liguem ás gomas em forma de monumentos alemães.

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