PURE BLOSSOMS

Polo PETER MURRAY

O tempo tão tremendamente instável de Abril, não para de fazer das suas, e eu sonho de rompante com tecidos suaves, como linho e algodão, bem junto ao corpo, naquelas noites quentes de verão, dos jantares até às tantas, com o pé na areia e uma mão bem junto ao coração. Eu vou lançar um desafio para mim mesmo, não adquirir nenhuma peça de roupa durante o mês de maio, reciclar outra grande parte, e depurar-me de tudo que possa estar estagnado, permitindo uma renovação das energias. Tenho velejado numa maré de beges, talvez por me ter fartado do preto, ou dos padrões o que é certo, é que me sinto muito inspirado por estas tonalidades. Até no meu quarto elas pairam em cada canto. Falando de coisas mais levianas, a minha ética de consumo vai se alterar um pouco, não é que vá deixar de consumir, não seria capaz (nem era saudável para a economia) mas vou fazê-lo de uma forma mais ponderada, nunca relegando as minhas motivações mais estéticas. Pelo que só irei adquirir peças das grandes cadeias em saldo, e sobretudo peças que por um motivo ou por outro sejam demasiado apelativas e não se encontrem em mais nenhum lado. Depois elegerei algumas peças tendência para cada estação, e claro comprarei as que me forem possíveis mas em menor quantidade. Já não sei o que fazer a tantas camisas com padrões havaianos, e já me descartei de dois ou três exemplares. Parêntesis no desabafo, pausa na respiração. Para acrescentar que já não comprava um polo desde os meus 12/13 anos de idade, e é uma peça muito masculina mas com a qual nunca me senti demasiado confortável ao usar, porque os meus bicéps são excessivamente finos e compridos. Ossos do ofício! A camisa de linho parece de pijama mas vai ser tão fácil sair à rua com ela e com uns calções brancos, de dia, ou calças brancas mais para à noite.

Camisa PROGRESSIONS

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