NO REST NO CHALLENGE


Amanhã termina o desafio que me propus durante o mês de Maio, a saber não comprar roupa durante um mês para mim. Custou, especialmente o final, vacilei mas no geral sinto que consegui cumprir o desafio. O mais curioso e avassalador é saber que ainda não estreei algumas das peças que tinha adquirido em meses anteriores e algumas até ainda manterem a etiqueta. As guerras no armário são constantes por aqui, por falta de espaço mas sobretudo por nunca saber ao certo o que vestir. É complicado manter uma quantidade absurda de peças de roupa amontoadas no chão, ou todas ao molhe em baús ou malas. Idealmente eu necessitaria de um closet compacto, cheio de cabides, seguramente mais de 100 para acondicionar devidamente cada peça que eu tenho. Abdicar de coisas que já não uso, ou que estão estragadas, gastas pelo tempo, é outra das tácticas que utilizo com alguma frequência. Para quem gosta e consome (sim porque não se trata apenas de dizer que se gosta) na mesma proporção que eu compreende perfeitamente ao que me refiro.  E note-se que tenho armários em duas casas, na dos meus pais em Viana, e no meu mais pequeno apartamento no Porto, ainda assim neste último a escassez de espaço deixa-me muito aborrecido. Este desafio permitiu-me avaliar melhor a versatilidade das minhas escolhas e tomar uma decisão mais agreste que isso, comprar apenas uma peça de roupa por mês, que seja em tudo especial e diferente, não gastar dinheiro em peças vãs, que custem um euro, só para acumular, acumular e não ter espaço suficiente para tudo acondicionar. Novidade das novidades, a de Junho já está encomendada (ah malandro então quebraste o desafio?) não o encaro assim, foi uma espécie de guloseima compensatória pelo esforço. Mas pronto agora de uma coisa tenho a certeza, só em Julho voltarei a comprar uma peça de roupa tendência, que seja um acrescento fabuloso para o meu armário. Outra das coisas que me ocorreu enquanto tentava organizar o armário, foi equacionar a possibilidade de permitir alugar a minha própria roupa, ao invés do quarto, os meus trapos serem alugados por terceiros. Depois lembrei-me dos custos inerentes à limpeza e manutenção das peças, e da minha cara se soubesse que alguma peça tinha sido estragada. E mudei dramaticamente de ideia.

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