POST-FACT

Artefactos perfeitos, ou meias com duas riscas desportivas, vivemos na era dos pós-factos. 
Nada é verdade, nada é mentira, tudo é uma ilusória correria. Os objectos desprovidos de qualquer valor são consumidos desenfreadamente à margem do terror da política ou das convulsões sistemáticas da economia. A vida se resume a uma bem disfarçada ironia. Desejamos e temos. Agora fugazmente, outrora para sempre. 
O tempo não é relevante para a nossa resiliência.

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