DA IRA DA FANTASIA DA FOTOGRAFIA

Têm sido palavras e imagens, teorias e fantasias...de tudo um pouco me tenho alimentado, e nunca tinha reflectido sobre o que me move ao explorar em sublimes tentativas e falhas, as potencialidades imagéticas da linguagem, ou o modo como cada peça de vestuário se articula numa infinidade de mensagens abstractas. Esse elo de ligação entre a ideia e a concretização. O eficaz deslize entre o desejo e a realização. A ânsia quase inevitável pela imagem perfeita. O que é a perfeição? Transcenderá o nosso ideal? Pixeis aquém e além dor, contra qualquer ideia pré-concebida de esplendor. Um bucolismo diferente, mais exploratório que nunca, enredado num marasmo que te desperta os sentidos mais adormecidos. Talvez apanágio de uma certa incongruência pessoal e intransmissível de outro modo. Modo como a moda se pega ao corpo, se funde a ele e se transcende enquanto ideia. Essa revolta em êxtase ao desbravar terrenos férteis em imagens. Algo como num flash ter uma alucinação fotografada. Já falei em caos, poesia, taras e limbos. Quase tudo centralmente encabeçado por fotografias.

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