BILBO

Já não é novidade nenhuma, após uma viagem espalho tudo ao comprido por norma na cama, com os recuerdos da mesma. Regressei na manhã de domingo da capital da Biscaia, fui e vim, com o propósito de visitar alguns dos mais conceituados museus do Mundo e obviamente provar algo da famosa culinária basca. Queiram por favor, chamar-lhe uma espécie the artsy food saturday out. E devo dizer que a energia da cidade me surpreendeu pela positiva. Todas as pessoas não originárias de Bilbao com quem me cruzei, disseram que a cidade é muito melhor que as suas, muito mais interessante que Vigo, ou até mesmo Madrid ou Barcelona. E já o vêem, ela além de ser muito organizada e moderna, não perdeu a sua essência, cada edifício, cada recanto esconde sempre um pedaço de mistério para aqueles mais atentos aos detalhes artisticamente inclinados. O meu ritmo foi alucinante, caminhei muito para começar acordei bem cedo, e depois imaginem uma jornada de regresso de direta (literalmente sem dormir) das 5:30 da manhã sensivelmente para, dois autocarros, um carro, um avião, um comboio, um metro depois chegar à minha casa no Porto. Mas valeu imenso a pena, obviamente não pude capturar imagens dentro do Guggenheim nem provar um menu de degustação com um preço exorbitante, mas pude saborear um bastante bom e agradável que me deixou bem composto no Bistró, a um preço bem acessível, que me abriu o apetite no que respeita a gastronomia basca. E seguramente é um dos locais em Espanha onde melhor se come, e quiçá da Europa. Cozinha de vanguarda em cada esquina, e pintxos à mão de semear. Até vi uma exposição sobre gastronomia, com pães de forma coloridos, ou refeições de chefes de estado em avançado estado de decomposição. É uma cidade irónica e divertida, o tempo acinzentado, faz entorpecer os músculos, mas a chuva que não molha mas mói, dá uma certa graça à moldura repleta de edifícios com linhas peculiares. Izanen itzuliko naiz!









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