EMBRACE














Ainda me rio de mim mesmo quando leio algures "poeta ao estilo chic freak", mas depois penso, sim eu sou isso mesmo, e sim eu vou mesmo lançar um livro de poesia, e não, não preciso deste post para validar a minha existência, nem masturbar o meu ego. Esta publicação serve apenas para mostrar o meu novo macacão da ZARA, sim eu devo ser um dos únicos a comprar estas peças da cadeia espanhola, tendo este sido feito no Bangladesh. O que me levou sem muitos ecos mentais, ao famoso debate da apropriação cultural, dos limites do religioso, ao banal abusivo, a onde para a minha liberdade para não atropelar a do outro. Então existe essa dissonância entre o respeito que temos, e o que merecemos, o que nos inspira no outro e o que deixamos entranhar em nós. A moda como uma cópia incessante de si própria bate-se constantemente com esse problema. Mas eu usar uma veste que pode causar algum impacto, ou sugerir uma imitação de um género de vestuário tradicional longínquo ao qual eu não tenho nenhum vínculo a não ser, o seu lado mais desconcertante e superficial, que é a moda, o estilo. Não é Carnaval, não há regras, mas sinceramente, eu adoro vestir roupas diferentes. Faço-o conscientemente, respeitando, experimentando, revelando facetas, abraçando-me sem tretas.

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