4 ELEMENTS


Quase tudo pode ser arte, nos dias que correm. Permeiam-se objectos de uma vã idolatria, pingados, suspensos, em filas rastejados, ambientes embalados a vácuo, roteiros fictícios, imagens, muitas imagens. De uma desenvoltura visual, sem precedentes, vivemos numa era pautada pela fragmentação da realidade. Gotas que lembram estrelas, que lembram sombras, que lembram cometas, que lembram reflexos de uma noite de chuva, que lembram uma cena de cinema, que lembram o chapinhar das poças e ainda os pneus a deslizar no asfalto. Elementos subtis, a mesma força motriz, uma ânsia criativa, que vira e pira, ao virar da esquina, à espera de algo surpreendente numa paragem de autocarro.

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