!NSPIRAÇÃO:FEVEREIRO



Não haverá mascará mais curiosa, do que aquela que inventamos para nós próprios. Ao sair à rua repetidamente incapazes de expressar livremente emoções, com receio que estas aos outros suscitem erróneas interpretações. Não sei ao certo até que ponto prefiro investir em objetos do que em pessoas. Se ao menos pudesse organizar mentalmente as pessoas, tal como organizo os meus pertences. Existe ainda essa subcutânea vulnerabilidade virada para fora, mas que me atraiçoa mais por dentro, porque se transforma em inadaptabilidade, impotência face à interação social. Por cada desaire amistoso, um novo objeto caprichoso.

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