TENERIFE INGENIO


A melhor viagem, é sempre a seguinte. . .

Quando paras para pensar, facilmente te apercebes que é difícil lutares contra a tua natureza já de si errante e exploratória. De um Drago milenar (não é um dragão, é uma árvore) a um vulcão silenciado que curiosamente já Anna Hatherly havia descrito no seu livro Itinerários, a um roteiro turístico com escarpadas curvas, reclinadas entre o céu e o mar, a vistas panorâmicas que quase te deixam sem respirar, talvez um sabonete vulcânico para limpiar. Ao rebuliço de um turismo maciço ao qual consegues escapar de mansinho, toalha nas costas e abres caminho entre a areia escura, as palmeiras e os lagartos, una pajarita para a passagem de ano, ou as extensas plantações de plátanos. E que sabores de molhos intensos, que nova masculinidade de odores, e que frescura nostálgica, nas paredes coloridas, nos guaguas, do verde ao ocre, sem esquecer o amarelo canário.

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